Hospital Universitário de Londrina é condenado por morte de idoso que esperava por atendimento
A Justiça condenou o Hospital Universitário (HU) de Londrina a pagar uma indenização de R$ 20.000,00 a família de um idoso que morreu ao esperar três dias por atendimento. De acordo com a decisão, o valor é uma tentativa de recompensar o dano moral e o descaso e chega mais de sete anos após a morte do paciente. O hospital não pode recorrer da determinação.
Segundo a família, Edgar Silva, que tinha 71 anos no dia da morte, foi vítima de um derrame e foi levado para o hospital por não conseguir se alimentar. Edgar ficou horas em uma cadeira de rodas na recepção e depois três dias em cadeiras e macas nos corredores do hospital. “Ele pegou uma infecção, pegou uma pneumonia. [O funcionário] levou [para a UTI] no último dia, falando que meu pai ia falecer mesmo”, lembrou Maria Madalena da Silva que é filha do idoso falecido.
A morte de Egdar ocorreu em um período em que o Hospital Universitário de Londrina passava por dificuldades, com registro frequentes de superlotação e longas esperas por parte dos pacientes.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR), inclusive, tem acompanhado este tipo de problema que ainda persiste no HU. Os promotores cobram do governo estadual medidas e estudam a apresentação de novas denúncias. “Queremos uma resposta sobre o que está sendo feito para que este problema seja resolvido. Se a resposta não for convincente, nós estaremos promovendo mais uma ação civil pública contra o Estado para que haja investimento no Hospital Universitário”, afirmou o promotor Paulo Tavares.
A direção do HU informou que não irá se pronunciar sobre a decisão judicial. Quanto à superlotação e falta de leitos, o hospital diz ter encaminhado um oficio à central de regulação e às Secretárias Estadual e Municipal de Saúde pedindo que novos pacientes sejam encaminhados para outros hospitais. (Redação: G1 PR)