Florianópolis cria 'Samu' para animais abandonados
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Veterinário (Samuvet) em Florianópolis funciona desde julho do ano passado. De acordo com o diretor de Bem Estar Animal, João Eduardo Pereira Cavallazzi, o objetivo é ajudar cães, gatos e cavalos abandonados envolvidos em ocorrências como acidentes de trânsito. Somente integrantes da segurança pública poderão acionar o serviço.
A ideia surgiu pela necessidade da padronização dos atendimentos da Polícia Militar em situações como de animais que sofrem ou provocam acidentes, explicou o diretor, que também é da corporação. Por desconhecimento, agentes da segurança pública acabavam não entrando em contato com o Bem Estar Animal. "Resolvemos padronizar esse tipo de atendimento", disse o diretor.
Com o Samuvet, as ocorrências serão numeradas. Somente as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal poderão chamar o serviço. Para atender às ocorrências, foi modificado um automóvel Zafira. O carro foi equipado com uma caixa de transporte, para animais menores, uma maca, para os maiores, e uma mala de primeiros-socorros. Uma carreta pode ser acoplada ao veículo para possibilitar o transporte de até dois cavalos ao mesmo tempo.
Outros animais, como os bovinos, possuem uma legislação diferenciada, explicou o diretor, e estão sob cuidados de outras entidades. No veículo modificado, vão atuar nas ocorrências dois servidores da prefeitura: um motorista e um médico veterinário.
Entre as ocorrências mais comuns desse tipo estão cavalos soltos em rodovias, bichos atropelados que provocaram acidentes e animal baleado. A verba usada no projeto foi "mínima", segundo o diretor. "A gente não investiu R$ 1 mil", afirmou. Ele explicou que o veículo, que ia a leilão, foi doado pela Secretaria de Educação e os servidores já são da prefeitura. A verba do próprio Bem Estar Animal foi usada na modificação do automóvel.
Durante o atendimento, o médico veterinário avalia se o animal precisa passar por cirurgia ou algum tratamento especial. Em caso positivo, ele é encaminhado, caso haja vaga, para o ambulatório do Bem Estar Animal. Após o procedimento cirúrgico, ele é microchipado, vacinado, tratado contra vermes, castrado e colocado para adoção.
Quem adota o animal, segundo o diretor, tem direito a atendimento gratuito no ambulatório para o bicho enquanto ele viver. (Redação G1 SC)