Fábrica de colchões da Liberatti fica destruída após incêndio em Ibaiti

Redação Anuncifácil


Um incêndio de grandes proporções destruiu a fábrica de colchões da empresa Liberatti na madrugada de quarta-feira, 19, no setor industrial do município, na BR 153.

De acordo com informações colhidas no local, o fogo que começou por volta da meia noite foi visto de início por funcionários da Sudati, empresa visinha, que tentaram conter as chamas até a chegada dos bombeiros. Durante a noite o gerente geral do setor industrial da empresa, Robson Araújo, permaneceu no local para averiguar as perdas. Araújo não soube detalhar o ocorrido já que não presenciou o incidente.

Francismar Regazzo, sócio diretor do grupo, relatou que alguns funcionários da empresa visinha ouviram um barulho de explosão, vindos aparentemente da caixa que utiliza mistura de produtos químicos que fabrica a espuma dos colchões. Ele adiantou que a caixa estava vazia no momento do incêndio, por isso não há risco do produto ter causado o incêndio. Regazzo explicou também que os produtos só são inflamáveis se estiverem misturados, caso contrário não causam combustão. Portanto há uma suspeita de que um dos focos do incêndio tenha começado após essa explosão.

O executivo da empresa disse também que enquanto tentavam apagar o fogo foi percebido que havia dois focos de incêndio dentro do barracão, o que levantou uma hipótese do incêndio ter sido criminoso, já que um dos proprietários, Roberto Regazzo, é candidato à prefeitura de Ibaiti.

Registros apontam que há um ano, o depósito de estofados da família Regazzo, localizado bem próximo ao incêndio de ontem, também pegou fogo causando perda total dos produtos que não tinham seguro.

Além disso, Francismar disse que os funcionários da SUDATI cortaram a cerca para entrar no barracão, mas, depois constataram que havia dois cortes na cerca. Um deles era de frente para o duto que fica em cima da caixa utilizada para mistura de produtos. “Isso reforça ainda mais a suspeita do ato ter sido criminoso”, declarou o diretor.

O funcionamento da unidade fabril da empresa que encerra por volta das 18h, mantém um encarregado que é responsável pela verificação do fechamento do barracão. Segundo as informações, este encarregado relatou que no momento do encerramento das atividades da terça-feira, nada estava anormal.  Naquele barracão é fabricado cerca de 200 colchões por dia, que também alimenta a fábrica de estofado ao lado do galpão incendiado. Cerca de 150 funcionários trabalham em toda a fábrica. Apenas na ala dos colchões, existem 25 pessoas trabalhando.

Na tarde desta quarta-feira, funcionários estavam limpando os barracões ao lado que também sofreram avarias devido a fumaça e a alta temperatura do incêndio que atingiu a ala dos colchões. A reabertura do local está prevista para daqui uma semana, já que a estrutura do telhado está totalmente comprometida.

De acordo com a diretoria, apenas alguns maquinários possuem seguro contra perdas e danos, porém o barracão e a matéria prima utilizada na fabricação dos colchões não estavam na apólice. A princípio o prejuízo passa de R$ 1 milhão, relatou Francismar.

Com toda a desconfiança, ainda não há suspeitas sobre o que teria causado a destruição. O perito criminal, Luis Noboru Marukawa esteve no local ainda na tarde de ontem, mas preferiu não adiantar hipóteses. Ele disse que o laudo deve sair em até 30 dias, já que tudo depende da demanda de serviço da Delegacia de Criminalística de Londrina. Houve, portanto, a confirmação de que no local há câmeras de segurança, mas nada pôde ser filmado, já que a fumaça tomou conta do ambiente. (Folha Extra)