Ex-deputado André Vargas é preso em Londrina
O ex-deputado federal André Vargas (sem partido) foi preso na manhã de sexta-feira (10) em Londrina, no norte do Paraná, durante a 11ª fase da Operação Lava Jato. Segundo a Polícia Federal (PF), Vargas foi preso na casa onde mora com a família, em um condomínio de alto padrão na zona sul da cidade.
Vargas é investigado por ter usado um avião alugado pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo a Polícia Federal, o doleiro chefiou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões. O ex-deputado também é suspeito de ter cometido tráfico de influência no Ministério da Saúde a favor de uma empresa de Youssef.
A 11ª fase da Operação da Lava Jato é cumprida pela PF no Distrito Federal e em seis estados – Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com os policiais, serão cumpridos sete mandados de prisão, 16 de busca e apreensão, nove de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento. A ação foi batizada de "Origem".
Um carro que pertencia ao ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, e que foi destinado para a PF, foi usado pelos policiais durante a prisão de André Vargas.
O veículo, inclusive, fez com que as investigações da Operação da Lava Jato chegassem à Petrobras. A Range Rover foi registrada no endereço do doleiro Alberto Youssef, em nome de Paulo Roberto Costa. Além disso, na placa há o registro do ano de nascimento do ex-diretor da Petrobras.
Ainda conforme a PF, André Vargas e o seu irmão, Leon Vargas, que também foi preso, vão ser levados diretamente para Curitiba. A polícia cumpre mandados de busca e apreensão na casa do ex-deputado.
O processo da Lava Jato relacionado a Vargas estava em Brasília, no Supremo Tribunal Federal (STF), porém, retornou para a primeira instância, em Curitiba, depois que ele teve o mandato cassado, em dezembro de 2014, por quebra de decoro parlamentar. Desta forma, perdeu também o chamado foro privilegiado.
Também foram presos o ex-deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA), Pedro Corrêa (PP-PE), que já cumpre prisão pelo mensalão do PT, Ivan Mernon da Silva Torres, Élia Santos da Hora, secretária de Argôlo e Ricardo Hoffmann, que é diretor de uma agência de publicidade.
Todos os presos serão levados para a superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. (Redação G1 PR)