Redação Anuncifácil

 

Um grupo de moradores da cidade de Uraí (22 Km de Cornélio Procópio), sensibilizados com os crimes cometidos contra os animais, nos últimos dias, reuniram-se na noite de 31 de outubro no salão nobre do Clube Recreativo Uraiense e resolveram se organizar e fundar uma Organização Não Governamental (ONG), ou seja, uma associação civil que caracteriza por ser independente, não possuir fins lucrativos e de perseguir seus objetivos bem definidos, que através das quais a sociedade se organiza e influência o município, Estado e a União a efetivarem determinadas demandas, como por exemplo, a busca de um meio saudável de proteger os animais contra abusos e maus tratos, podendo agir em âmbito nacional ou global.

Representam também interesses setoriais, tornando-se típicos procuradores daquelas pressões e dadas suas ramificações por toda a parte do mundo. Em especial as ONGs são estruturas voluntárias que congregam cidadãos da sociedade civil, conscientes da situação de sempre coibir, lutar e defender uma causa e neste caso os animais e os seus interesses.

A maioria das pessoas se comove ao presenciar ou ter conhecimento de maus tratos praticados contra os animais. Muitas acham que nada podem fazer a respeito, outras não querem se envolver e tem até mesmo aquelas que acham que não adianta denunciar. 

A verdade é que os animais são protegidos por leis, segundo o Decreto-Lei Federal Nº 24.645, de 10 de julho de 1934; e a Lei Federal  nº 9.605, sobre Crimes Ambientais, de 12 de fevereiro de 1998, art. 32),

Oss cidadãos responsáveis e preocupados com o bem-estar de todas as criaturas vivas, precisam lutar pela divulgação, implementação e fiscalização dessas leis. Conhecer as leis federais de proteção animal, pela Constituição Federal (art. 225, §1º, VII), que é a “Lei Maior”, onde uma das obrigações do Poder Público é proteger a fauna, zelando para que os animais não sejam submetidos à crueldade.

Variadas formas de maus tratos são listadas na legislação como crime, que também prevê que os proprietários têm deveres em relação aos seus animais e são responsáveis por danos cometidos por eles.

Não se deixe contaminar pela cultura do “é assim mesmo, não adianta fazer nada”. De fato, nada vai mudar se aceitarem passivamente ataques à vida e à dignidade dos seres vivos, sejam eles animais ou humanos.

Lembre-se: zelar pela integridade física e emocional dos animais é o papel de todos os cidadãos.

Com apoio do advogado Vinicius F. Laureano e também de pessoas de diversos seguimentos da sociedade uraiense, formaram-se um grupo forte estruturado e legalmente habilitado. A ONG esta sendo registrada de SPA-URAÍ  (Sociedade Protetora dos Animais de Uraí), sendo eleita presidente, Ana Flávia Lozano e a diretoria espera contar com o apoio das autoridades e da população do município.  (Redação Walter Lozano)