“Diziam que iam matar todo mundo”, relata prefeito que foi assaltado
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Redação Anuncifácil
O prefeito Carlos Benvenutti (PTB), de Querência do Norte, no noroeste do Paraná, relatou os momentos de dificuldade que passou com a família durante um assalto na madrugada de terça-feira (10). A casa deles foi invadida por quatro homens encapuzados e armados por volta das 4h, surpreendendo o prefeito, a esposa e o filho deles, de 20 anos.
Segundo Benvenutti, eles queriam o dinheiro que foi arrecadado em uma festa da cidade, ameaçando matar todos os moradores da casa caso não obtivessem o dinheiro. "Eu dizia que não tinha dinheiro nenhum, que o valor recebido tinha sido depositado na agência bancária de Monte Castelo, mas eles rebatiam dizendo que o dinheiro não tinha saído da prefeitura e ameaçavam ainda mais. Foi um horror”, relembra.
Somente depois que o prefeito disse que os R$ 70 mil estavam guardados no cofre da prefeitura, e que a chave estava com o secretário de administração, os assaltantes interromperam as ameaças. No entanto, o grupo levou a esposa e o filho até a zona rural da cidade, com dois homens vigiando, enquanto o prefeito foi levado por outros dois suspeitos até a casa do secretário Marcio Esser, que também foi feito refém junto com o sobrinho de 15 anos.
Esser contou que depois que a dupla passou na casa dele, o prefeito e o sobrinho foram deixados nas proximidades de uma represa junto com a esposa e o filho do prefeito. “Eu segui na caminhonete com os dois homens até a prefeitura, eles arrombaram a porta da sala e abri o cofre. Eles pegaram o dinheiro e me soltaram no local, junto com os demais”, diz Márcio Esser.
O prefeito e o secretário suspeitam que os assaltantes são os mesmos que invadiram a única agência bancária do município na terça-feira (3). “Na minha casa eles falavam ‘o banco está vazio e nós queremos o dinheiro da prefeitura’, eles sabiam que não tínhamos como depositar o dinheiro e sabiam aonde o valor estava”, afirma Benvenutti.
Já Esser falou que na segunda-feira (9), foi realizada uma reunião com representantes dos bancos da cidade, comerciantes e a população para definir o que o município faria com o dinheiro uma vez que a agência estava fechada. “Pelo o que os assaltantes falaram durante o sequestro, nós suspeitamos que esses homens estavam infiltrados nessa reunião, porque eles sabiam de tudo o que foi falado nesse encontro”, explica.
Benvenutti declarou que está tentando marcar uma reunião com o governador Beto Richa (PSDB) e com o secretário estadual de segurança para discutir a situação. "Não temos mais segurança, algo precisa ser feito”, aponta o prefeito. (Redação G1 Paraná / Foto: Reprodução/ RPC TV)



