DIA NACIONAL DA JUVENTUDE

No domingo próximo domingo, 1° de novembro, celebra-se o Dia Nacional da Juventude, o DNJ. Esta comemoração foi idealizada pela Pastoral da Juventude em 1985, durante o Ano Internacional da Juventude promovido pela Organização das Nações Unidas, a ONU.

Nos últimos tempos, no último domingo de outubro tem acontecido o Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM, por isso o DNJ tem se transferido para outras dadas, atendendo o calendário das Dioceses ou paróquias. Em nossa Diocese de Cornélio Procópio, o DNJ desde ano vai acontecer no dia 08 de novembro na paróquia de Nova Fátima.

Cada ano o DNJ é preparado com antecedência. Publicam-se subsídios e escolhem-se um tema e um lema. O tema e o lema deste ano estão inspirados na Campanha da Fraternidade e têm a seguinte formulação: o tema - “Estou no meio de vós como aquele que serve”, e o lema - “Juventude construindo uma nova sociedade”.

Os jovens, desde os tempos bíblicos, foram protagonistas na história da salvação. Davi, quando foi ungido rei de Israel era ainda adolescente. Salomão, um jovem inexperiente. Ao profeta Jeremias, diante da resistência para aceitar a missão, alegando pouca idade, Deus precisou repreendê-lo, dizendo: “Não digas: ‘Sou uma criança’, pois a quantos eu te enviar irás, e tudo o que eu te mandar dizer, dirás. Não tenhas medo deles, pois eu estou contigo para defender-te” (Jr 1,7-8). O Apóstolo Paulo, quando se converteu de perseguidor em apóstolo, era um jovem (At 7,58), com certeza, muito fogoso. Os discípulos de Emaús eram também muito jovens, depois de andarem, sem parar, cerca de 12 quilômetros, como descreve o texto, quando reconheceram Jesus ao partir o pão, não se sentiram cansados para caminhar mais 12 quilômetros e voltar imediatamente a Jerusalém (cf. Lc 24,13-35). No grupo dos Doze, exceto Pedro e Mateus, todos eram, com certeza, jovens e alguns, o evangelista João, por exemplo, ainda meio adolescentes.

Em nossos dias, a juventude continua muito presente na vida e na ação da Igreja. Mais de 50% do exército de catequistas são jovens. Nas equipes de liturgias a maioria são jovens. Os grupos de fé e política são compostos por muitos jovens.

O lema do DNJ deste ano, mais uma vez, mostra que os jovens querem ser presença atuante, tanto na sociedade quanto na Igreja. A nós adultos cabe acolhê-los, apoiá-los e motivá-los. Neste sentido, os últimos Papas têm sido excelentes. O Papa Francisco, por vezes, até parece ousado em suas palavras de ânimo e incentivo aos jovens. Em 2013, numa de suas catequeses conclamou os jovens para que não enterrassem os talentos. “Apostem nos grandes ideais, disse ele, aqueles que alargam o coração, aqueles ideais de serviço que tornam fecundos os seus talentos. A vida não é dada para que a conservemos para nós mesmos, mas para que a doemos. Queridos jovens

tenham uma grande alma! Não tenham medo de sonhar com coisas grandes!”. Por ocasião da Jornada da Juventude no Rio de Janeiro, fez a seguinte conclamação: “Através de você, entra o futuro no mundo. Também a vocês, eu peço para serem protagonistas desta mudança. Peço-lhes para serem construtores do mundo, trabalharem por um mundo melhor. Queridos jovens, por favor, não olhem da sacada a vida, entrem nela. Jesus não ficou na sacada, ele mergulhou... Não olhem da sacada a vida, mergulhem nela como fez Jesus”. A um jovem preocupado com as questões ecológicas, o Papa respondeu, fazendo algumas ponderações e apontando algumas pistas de ação. Disse ele: “neste momento, o meio ambiente faz parte dos excluídos. Está a gritar que lhe prestemos atenção, que cuidemos dele”. Como pista de ação lembrou que os jovens podem, em primeiro lugar, “ver os problemas que surgem no próprio bairro, na sua cidade, na sua nação”. Ao ler as notícias, podem também dar-se conta que, ao lado de problemas menores, próximos de nós, existem outros maiores, um pouco mais longe. “Por exemplo que o urso polar, no Alasca teve que se deslocar ainda mais para o norte, porque os glaciares começaram a derreter”. A um outro preocupado em saber como ser líder, o Papa respondeu que um bom líder é o que for capaz de fazer nascer entre seus companheiros outros líderes. A liderança, segundo o Papa, é sempre fecunda. Em seguida incentivou os jovens para que sejam líderes onde for necessário. “Líder de pensamento, de ação, de alegria, de esperança, de construção de um mundo melhor”.

Nossos jovens estão aí. Participando e buscando soluções para as questões candentes da Igreja e da sociedade. Juntemo-nos a eles, inspirando-nos em seu entusiasmo e partilhando com eles um pouco de nossa experiência.