Depois do desaparecimento da filha, mãe e padrasto confessaram ter matado a criança em Cascavel

Redação Anuncifácil

 

A Polícia Civil de Cascavel a princípio investigava o desaparecimento de uma criança de cinco anos. O desencontro de informações repassadas pela mãe e pelo padrasto da menina Rafaela Eduarda Trates, levaram os investigadores a cogitar inclusive a possibilidade de morte da menor.

O que ocorreu é que o casal não registrou Boletim de Ocorrência sobre o sumiço da criança. Há mais de 30 dias ela não ia à escola e o caso só chegou ao conhecimento dos policiais, depois que o tio da garota desconfiou do desaparecimento da menina e foi até o colégio onde ela estudava. A direção informou que ela não estava mais frequentando a sala de aula há algum tempo.

Vani de Fátima Trates, 26 anos, mãe da menina, disse que doou a criança para uma desconhecida, na última segunda-feira (08). Ela informou que foi buscar Rafaela na escola no Bairro Tarumã, mas como tinha brigado com o marido, estava nervosa e resolveu deixar a criança com uma “senhora”.

Já o padrasto de Rafaela, Gilmar de Lima, 22 anos, sem querer, acabou desmentindo a mulher e relatou que a criança foi doada na semana passada e não na segunda-feira.

Vani diz que se arrependeu de dar a criança, mas não registrou Boletim de Ocorrências porque não sabia o que falar à polícia. A mãe disse que a convivência com a criança era boa. A mulher, que está grávida de oito meses, de um menino e informou que se a filha fosse encontrada ele iria cuidar melhor dela.

O tio de Rafaela, que é irmão de Vani, teria relatado aos policiais que às vezes a garota apresentava hematomas e que inclusive o padrasto já teria pedido para Vani se livrar da menina.

No começo da tarde de quarta-feira (10), finalmente a mulher e o companheiro confessou que teria matado a filha e a jogado em um poço.

A Polícia Civil realiza buscas à procura do corpo de Rafaela Eduarda Trates próximo. (Redação CGN)