Depois de passar três anos na cadeia, cidadão procopense é inocentado e solto
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Redação Anuncifácil
A cidade inteira acompanhou a onda de tentativas de estupro que ocorreu em 2010, onde algumas jovens foram atacadas nas ruas da cidade de Cornélio Procópio. O agressor ameaçava as vítimas de morte com objeto cortante e depois tentava estuprá-las. Infelizmente em uma das oportunidades, o estupro foi consumado na região do cemitério local em plena luz do dia.
Houve um clamor público na época e a polícia chegou ao suposto autor dos crimes. Segundo o depoimento de Aldemir Bento da Silva, mais conhecido como “cocada”, ele estava trabalhando quando foi preso pela polícia. Ele informa que as duas vítimas do estupro tentado não o reconheceram como autor, mas a vítima do estupro consumado, muito nervosa, o indicando como autor e ele acabou preso em Cornélio Procópio.
Aldemir foi inocentado em 2º estância depois passar três anos preso, o réu foi solto graças ao exame de DNA que deu negativo. Em entrevista ele revela que sofreu muito, mas nenhum tipo de violência física ou abuso sexual aconteceu com ele, sorte esta que ele mesmo atribuiu a Deus.
O advogado criminalista, Dr. Jorge Haddad acrescentou em entrevista a Radio Cornélio Procópio no programa RC Repórter, que Aldemir foi vítima de uma grande injustiça: “se não fosse o exame de DNA uma prova técnica, ele poderia pegar mais de 10 anos de cadeia” sem dever nada.
Segundo o depoimento de “Cocada”, o pior momento foi quando dentro da cela ele ficou sabendo que sua amásia perdeu a guarda da filha devido a seu suposto envolvimento com o crime.
A menina de oito anos foi retirada de sua casa pelo Conselho Tutelar e levada para São Paulo onde permanece até hoje.
Hoje em liberdade, Aldemir Bento da Silva pede ajuda, pois precisa trabalhar. Até o momento conseguiu auxílio com Ester da reciclagem, onde ele separa o lixo para ganhar 20 reais por dia. (Reportagem de Odair Matias do blog Sem Censura)

