Delegado da Polícia Civil de C. Procópio fala do final das investigações dos três últimos homicídios ocorridos na cidade
Na tarde de sexta-feira (20), o delegado adjunto da 11ª Subdivisão de Cornélio Procópio, Luciano Purcino, concedeu uma entrevista na qual ele deu detalhes sobre o final das investigações que levaram a prisão dos acusados das mortes Lucas de Souza Batista, de 19 anos, o “Lukinha”, ocorrida na tarde de 11 de setembro, em um local conhecido como a “Cachoeira do Sibin”, de Diego Eduardo da Silva, de 26 anos, o “Diego Meleiro”, morto na noite de 24 de setembro em um tiroteio em frente a um bar da Rua dos Eucaliptos, no Jardim Figueira, onde a pessoa de Reginaldo, de 46 anos, ficou ferido com disparos na região lombar e antebraço esquerdo, caso este que chamou bastante a atenção por se tratar de um emboscada realizada por quatro meliantes em duas motos e finalmente o assassinato de Paulo Guilherme Penha de Oliveira, de 30 anos, que foi baleado na manhã do dia seguinte (30/09), em sua residência na área central da cidade.
Segundo o delegado, os agentes do Grupo de Diligências Especiais (GDE), buscaram dados em relação ao primeiro crime e no dia 28 de setembro, em posse da Mandados de Prisão, os investigadores conseguiram surpreender em uma casa do Jardim Ayrton Senna, cinco suspeitos da morte de Lucas de Souza, que no momento da prisão, portavam cinco armas.
Neste dia foram presos um adolescente de 17 anos e os maiores de idade Paulo Ricardo (Paulinho do Breque), 27, Rodrigo (Digão), 27, Paulo Sérgio, 21, e Matheus Henrique, 19, todos com passagens por crimes na cidade, alguns graves, inclusive dois deles usavam tornozeleira eletrônica, no caso Rodrigo e Paulo, a quais registraram as suas presenças no local no momento da morte de Lucas.
Quanto à morte de “Diego Meleiro”, de início foi apurado que ele teria cedido as armas para o assassinato de Lucas de Souza e por isso, sendo membro do grupo rival, as pessoas de Paulo Severiano, Willian Batista, também conhecido como “Cascão”, Paulo Guilherme e outro adolescente de 17 anos, usando motos e portando armas, o cercaram no bar do Jardim Figueira e vigaram a morte do amigo, contando com a ajuda de um meliante chamado Michel, morador de Santa Mariana, informou o delegado.
Todos eles foram presos no dia 5 de outubro pela Polícia Militar que recebeu uma denúncia informando onde eles estavam, inclusive no aparelho celular de Michel foram encontradas mensagens do adolescente assumindo o assassinato de “Diego Meleiro”.
Luciano Purcino afirmou que somente não foi preso Paulo Guilherme, que foi assassinado em sua casa na Rua Espírito Santo na manhã do dia seguinte ao segundo homicídio e quanto a este crime, investigações e imagens de câmeras de segurança levaram os agentes do GDE ao carro do pai de “Diego Meleiro”, que estava sendo usado Rodrigo (Digão) e Paulo Sérgio, acusados da morte Lucas de Souza Batista, sendo constatada a presença deles no momento da morte desta terceira vítima.
O pai de “Diego Meleiro”, a pessoa de Juvenal da Silva foi ouvido pelos investigadores e negou seu envolvimento na morte de Paulo Guilherme, mas sua participação não foi descartada e ele acabou se evadindo da cidade, estando o mesmo sendo considerado foragido da Justiça está procurado.
O delegado Luciano Purcino ressaltou o trabalho dos investigadores do GDE em conjunto com a população, que ajudou através de denúncias, o Poder Judiciário e Polícia Militar, inclusive da PM de Sertanópolis, que realizou a apreensão do adolescente que teria assumido a morte de “Diego Meleiro”.
Tal pareceria resultou na prisão dos acusados, alguns deles que podem ter participado de outros crimes na região, a apreensão de armas, algumas de grande calibre, que foram retiradas de circulação e penas que podem chegar a trinta anos de reclusão em virtude de duplo homicídios, finalizou o delegado adjunto da 11ª SDP, Luciano Purcino.