Delegacia Sarandi é interditada com casos de tuberculose e sarna
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Redação Anuncifácil
Com um número quatro vezes maior do que a capacidade máxima de detentos, a Delegacia de Sarandi, região metropolitana de Maringá, foi interditada pela Vigilância Sanitária às 10h de terça-feira (10).
Atualmente há 192 detentos na carceragem, que tem capacidade máxima para 50 pessoas, segundo o delegado-chefe José Mauricio de Lima Filho. Por causa das péssimas condições de higiene, da superlotação e dos históricos de detentos que contraíram doenças infecciosas, a vigilância optou pela interdição.
Nenhum novo detento ou visitantes podem entrar na delegacia. Com a interdição, de acordo com o delegado, quem for autuado em Sarandi deverá ser encaminhado a outras delegacias da região.
O detento que está com tuberculose foi encaminhado ao Complexo Médico Penal, em Curitiba, na manhã de quarta-feira (11). Lima Filho afirma que outros quatro detentos com casos confirmados de tuberculose já foram encaminhados ao complexo médico no dia 20 de dezembro do ano passado.
Haverá um trabalho de desinfecção e todos os detentos farão novos exames clínicos para averiguar se há mais casos de tuberculose. A vigilância sanitária deu um prazo de 90 dias para realizar uma nova vistoria e verificar se ainda há foco de doenças na cadeia.
Saúde pública
Na opinião de Lima Filha, só uma delegacia em Sarandi, que hoje conta com mais de 100 mil habitantes, não é suficiente para o número de presos encaminhados. “Um terreno foi doado e o Governo do Estado ficou de construir uma outra delegacia na cidade, mas o projeto ainda está no papel”, diz.
Para ele, o problema é de superlotação e de saúde pública.”Provavelmente um detento entrou na delegacia com tuberculose e passou a doença a outros presos. Não temos problemas com segurança, já que há cinco anos não registramos fuga de presos”, informa o delegado.
Tuberculose
Em março de 2011, parte da carceragem da delegacia de Sarandi foi interditada pela Vigilância Sanitária, após a confirmação de que três presos estavam com tuberculose. No início de dezembro, o órgão ameaçou interditar o prédio pois dois presos estavam com a doença. (Redação repórter Oliveira Junior)

