Criança morre por falta de transporte até a UTI de Cascavel
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Redação Anuncifácil
O Instituto Médico Legal (IML) recebeu na quinta feira (25), o corpo de uma criança de um ano e três meses, que morreu no Hospital da Criança Prefeito João Vargas de Oliveira, em Ponta Grossa.
Segundo familiares, o menino morreu à espera de leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no entanto, médicos do hospital teriam constatado a possibilidade de o garoto ter sido vítima de maus-tratos e por isso, pediram apoio ao IML.
“Os médicos desconfiaram de violência, pois havia sinais de traumas e queimaduras nos braços da criança. Por isso eles não puderam atestar a morte”, disse o secretário municipal de Saúde, Erildo Müller. No fim da tarde, o órgão confirmou que o menino morreu de causas naturais e não foi vítima de violência.
“Conversei com o médico legista que examinou a criança e ele constatou que não havia lesões aparentes, a não ser feridas antigas decorrentes de picadas de inseto”, disse o delegado Maurício Souza da Luz, da 13ª Subdivisão Policial (SDP). O Conselho Tutelar também foi acionado para verificar a situação e informou à autoridade policial que a hipótese de morte violenta poderia ser descartada.
O pequeno Gustavo Emanuel Flávio Scolareki era filho de Jennifer Adrieli Rodrigues Fernandes – uma menina de apenas 14 anos. Leila de Fátima Rodrigues, avó da criança falecida, relatou que o garotinho começou a passar mal no fim da manhã de quarta-feira, em casa, na Vila Cinto Verde. “Ele começou a vomitar, teve convulsões e chegou a desmaiar”, disse.
Diante desse quadro, a família acionou o SAMU. Os socorristas prestaram os primeiros atendimentos e levaram a criança inconsciente e recebendo oxigênio até o hospital. Isso era por volta do meio-dia.
Segundo Leila, Gustavo ficou no setor de emergência aguardando a transferência. Somente por volta de 22 horas é que o hospital informou ter conseguido uma vaga em UTI num hospital de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. “Enquanto isso, ele só foi piorando”, disse. A morte foi constatada às 9 horas de quinta-feira.
Leila comentou que a família é sempre acompanhada pelo Conselho Tutelar devido à sua filha ter sido mãe muito cedo. “Nós somos vigiados o tempo todo lá em casa e nunca fizemos mal ao menino”, afirmou.(Redação Diário dos Campos / foto: Fábio Matavelli)


