Cornélio Procópio tem a gasolina mais cara do Paraná, afirma Folha de Londrina
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Redação Anuncifácil
Levantamento semanal realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) aponta que Cornélio Procópio tem a gasolina mais cara do Paraná, com valor médio de R$ 3,15 o litro do combustível. A última pesquisa, divulgada no site da ANP, foi realizada entre os dias 4 e 11 de novembro em 31 municípios do Estado. Esta semana, após a autorização da alta nos combustíveis, já era possível encontrar gasolina até a R$ 3,25 em Cornélio.
O valor médio da cidade é 23% superior à média nacional, que é de R$ 2,55, e 6% acima da média do Paraná, que é de R$ 2,92. Os preços aproximam-se dos praticados na região Norte do País, que é de R$ 3,15 o litro, o mais caro do Brasil em função das grandes distâncias. Na Amazônia, por exemplo, o preço médio é de R$ 3,18 e no Acre R$ 3,40.
O valor cobrado tem incomodado muitos procopenses. O advogado Guilherme Pallazio, por exemplo, abastece seu carro há mais de um ano em postos de cidades vizinhas. "Atendo clientes em vários municípios e percebia como o preço do combustível em Cornélio era sempre mais alto. Não achava justo e resolvi não abastecer mais na cidade. Quando usava etanol, eu ia para Santa Mariana, onde o preço era R$ 1,89 o litro, enquanto que em Cornélio pagava R$ 2,10", lembra. Atualmente, ele tem utilizado mais a gasolina. "Como vou toda semana para Londrina, abasteço lá e pago R$ 2,90 no litro". Ele costuma encher o tanque uma vez por semana, em média, e gasta cerca de R$ 750 por mês. "Se fosse em Cornélio gastaria entre R$ 70 e R$ 100 a mais", frisa.
POSTOS
Em um dos postos da cidade, onde a gasolina custa R$ 3,25 o litro, o proprietário, Rogério Scarabel, afirma que o preço está dentro da margem de lucro adequada. "Pelo valor que pagamos na gasolina, nossa margem está dentro do normal", ressalta.
A dona de uma rede de postos na cidade, que não quis divulgar o nome, ressalta que o custo operacional para manter um posto de combustível é alto. "Temos uma bandeira e um contrato a respeitar. O preço que cobramos está dentro do custo operacional. O valor depende da quantidade de combustível que você vende, e existe uma margem para suprir esse custo. Nós também apostamos na qualidade, só compramos gasolina da companhia. Quando vejo postos vendendo a preços muito baixos não consigo entender o milagre que eles fazem para conseguir isso", diz. Para ela o valor médio do Paraná, (R$ 2,92 até semana passada) é muito baixo. (Redação Rubia Pimenta - Especial para a FOLHA DE LONDRINA)

