Cornélio Procópio fica em 20º lugar no Estado em qualidade de vida, segundo o Índice do Desenvolvimento Humano Municipal da ONU

Redação Anuncifácil

 

Dos 399 municípios paranaenses avaliados pelo Índice do Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) 2010 do Brasil, divulgado na segunda feira (29), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apenas Curitiba e Maringá atingiram a faixa considerada "muito alta" pelo estudo. Enquanto a capital paranaense alcançou índice de 0,8230; Maringá aparece logo em seguida com 0,8080.

As taxas levam em conta educação, renda e longevidade dos habitantes. São 44 municípios nesta condição no País. São Caetano do Sul (0,8620) continua à frente.

A faixa de desenvolvimento "alto", - entre 0,700 e 0,799 - abrange 236 municípios do Paraná. Londrina ficou na sexta posição no ranking estadual com 0,7780, atrás de Quatro Pontes (0,7910), Cascavel (0,7820) e Pato Branco (0,7820). A variação positiva (0,0620) alcançada por Londrina nos últimos 10 anos, entre 2000 e 2010, foi menos da metade da registrada entre 1991 e 2000, de 0,1280.

 

Cornélio Procópio ocupa a 383ª posição, em 2010, em relação aos 5.565 municípios do Brasil, sendo que 382 (6,86%) municípios estão em situação melhor e 5.183 (93,14%) municípios estão em situação igual ou pior. Em relação aos 399 outros municípios de Paraná, Cornélio Procópio ocupa a 20ª posição, sendo que 19 (4,76%) municípios estão em situação melhor e 380 (95,24%) municípios estão em situação pior ou igual. 

 

Na Região Metropolitana de Londrina (RML), Arapongas, Sabáudia, Rolândia, Porecatu, Cambé, Assaí e Ibiporã estão entre os 100 melhores IDH do Paraná. A maioria dos 17 municípios pertence à faixa de desenvolvimento "alto", com exceção de Jataizinho (0,6870) e Tamarana (0,6210), que fazem parte dos 157 municípios do Estado com desenvolvimento "médio". Na contramão das cidades com melhor qualidade de vida, Guaraqueçaba, Laranjal, Cerro Azul e Doutor Ulysses fecham a lista na condição de "baixo" desenvolvimento, índice entre 0,500 e 0,599.

Para o economista, doutor em Ciências Sociais e professor do Departamento de Administração da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Luís Miguel Luzio dos Santos, o País registrou um grande avanço, porém continua longe do desejável. "A educação teve o maior avanço entre os subíndices avaliados, mas a defasagem histórica nos deixa com índices ridículos em termos mundiais", analisou. A educação que estava em 0,27 em 1991, hoje está em 0,63.

As desigualdades entre regiões do País, do Estado, e até entre municípios de uma mesorregião são avaliados por Santos como negligenciamento de políticas públicas e falta de oportunidades. "É que definimos como descriminação positiva. Quem tem vantagem continua sempre a recebê-las em um quadro quase que irreversível. Não se pode investir igual. As regiões mais vulneráveis devem ter atenção especial." (Redação Folha de Londrina, com informações do site Atlas Brasil)