Contrabandistas vandalizam a ponte Ayrton Senna em Guaíra

Redação Anuncifácil


Metade dos postes de energia nas duas extremidades da Ponte Ayrton Senna, em Guaíra, em seus 3.596 metros de extensão, não garantem luminosidade na divisa entre o Paraná com o Mato Grosso do Sul. De acordo com uma das autoridades locais que prefere não se identificar por medo de sofrer represálias, há informações de que a depredação teria sido causada por contrabandistas. A estratégia é reduzir e dificultar o trabalho e a visão dos policiais federais nas operações noturnas.

Toda a fiação responsável por levar energia aos postes fica embaixo da ponte. Utilizando barcos, os responsáveis pelo vandalismo conseguem chegar até as caixas de fios para roubar o cobre e também tornar a visibilidade no rio mais difícil.

No início do ano, o Governo do Paraná anunciou um amplo plano de recuperação e revitalização da ponte, em sua parte estrutural e também em relação à iluminação. A dúvida é saber se a empresa vencedora da licitação cumpriu com o contrato e garantiu a iluminação em 100% do trajeto ou se novamente a Ponte Ayrton Senna foi alvo de vandalismo. Os investimentos totais somaram mais de R$ 500 mil. O problema perdurou por meses até as autoridades se mobiliarem e conseguirem o respaldo financeiro do governo estadual.

Com a ponte às escuras, os contrabandistas, principalmente de cigarro, conseguem atravessar suas mercadorias utilizando o rio como recurso de deslocamento do Paraguai até os portos clandestinos nas cidades de Altônia e São Jorge do Patrocínio. “Esses barcos chegam a carregar a mesma quantidade de cigarros capaz de preencher uma carreta”, diz o denunciante, que prefere não se identificar.

De acordo com informações apuradas, desde os atos de vandalismo e depois dos investimentos realizados com a recuperação da iluminação, o local passou a contar com uma segurança específica, além da presença de um posto da Polícia Rodoviária Federal na cabeceira da ponte.

Além da falta de iluminação sobre a Ponte Ayrton Senna, outra situação questionada envolve as denúncias de problemas estruturais, desmistificados depois de uma reunião realizada no início do ano com engenheiros do DER, o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem.

 

HISTÓRICO

Inaugurada em 24 de janeiro de 1998,pelo então governador  Jaime Lerner e batizada com um passeio a bordo do veículo oficial utilizado pelo ex-presidente da República, Getúlio Vargas. A ponte custou R$ 32 milhões e é a única no mundo em curva na parte central do tobogã. Em média, recebe o tráfego de dez mil veículos/dia. A iluminação foi instalada dois anos depois e absorveu R$ 900 mil. (Redação Paraná Online)