Comando do Corpo Bombeiros fala sobre situação de prédios públicos em C. Procópio após princípio de incêndio na Secretaria de Saúde
Na tarde de quarta-feira (14), o comando do Corpo de Bombeiros, através do Tenente Hain, deu maiores explicações sobre as condições que se encontram os prédios públicos em Cornélio Procópio, após um princípio de incêndio registrado durante a manhã, ocorrido na sede da Secretaria de Saúde do município, localizada na Rua Paraíba, onde funcionava o antigo Hospital Cristo Rei, no centro da cidade.
De acordo com o Tenente Hain, após o ocorrido, foi levantada a hipótese que o local estaria reprovado pelos bombeiros, que realmente procede, pois o edifício não esta adaptado para as atuais normas de segurança e a documentação referente ao prédio foi encaminhada ao Ministério Público para análise.
O local não esta de acordo com o código de normas mínimas necessárias de segurança dos bombeiros, que refere à prevenção de incêndios, indicação de saídas de emergência e controle de pânico, informou Hain.
O comandante afirmou que a Prefeitura foi notificada do problema, mas por algum motivo logístico, esta não atendeu ao pedido de adequação as normas de imediato, mas isto não quer dizer que há displicência por parte do poder público, que está trabalhando junto aos bombeiros na busca de soluções para todos os imóveis pertencentes ao município que se encontram na mesma situação.
Em entrevista coletiva, Anderson Cristiano de Araújo, Secretário de Saúde, falou que o incêndio foi em um local onde estão os compressores que levam ar comprimido para as salas de odontologia, que fica ao lado das dependências do imóvel, em um pequeno depósito e o fogo teria começado por um desses compressores, o qual ficou danificado, mas será trocado nos próximos dias para não prejudicar o trabalho dos dentistas.
Segundo o secretário, todo o equipamento já havia passado por manutenção recentemente e avaliado quanto à segurança, procedimento este realizado pelo técnico responsável de uma empresa que presta serviços para prefeitura, que garantiu o seus serviços.
Independente disto, um procedimento interno de investigação junto à polícia técnica de Londrina vai analisar as causas do incêndio, que foi de pequena proporção, danificando além do compressor, papéis de um arquivo, que não são dados do pacientes, mas documentos anteriores a 2014, que são guardados para uma possível auditoria por parte do Ministério da Saúde, revelou o secretário.
Para o responsável pela Saúde do município, apesar do alarde que foi criado, o princípio de incêndio foi de pequena monta, não chegando a afetar alguns pneus novos que estão estocados no local e algumas bombas com produtos químicos usadas para o combate a dengue.
Anderson reconheceu que a prefeitura tem o conhecimento da notificação do Corpo de Bombeiros quanto às medidas de segurança que devem ser adotadas, porém todo o procedimento já iniciado, sendo que a documentação foi enviada ao setor responsável para que um projeto fosse elaborado.
Em alguns locais as medidas já foram tomadas, mas em outros, ainda há a necessidade de um estudo mais completo para que o projeto seja implantado com eficiência, informou o secretário.
Anderson esclareceu que a Secretaria de Saúde não possui a autonomia necessária para elaboração e implantação do projeto de imediato, ficando a cargo setores responsáveis, que estão trabalhando na resolução do problema.
Anderson finalizou mencionado sobre uma confusão que teria acontecido com repórter, que foi até a secretaria para registrar o incêndio e desejava entrar no local todo custo, mas foi impedido por um policial militar que se fazia presente, uma atitude do PM que foi necessária, visto que os funcionários deixavam o local e os bombeiros começavam a isolar a área para combater o fogo, sendo a segurança naquele momento o fator mais primordial para todos, o que é normal neste tipo de situação e não havia como abrir exceções.
De volta ao Tenente Hain, este revelou que a questão quanto às normas de segurança não se concentram só nos prédios públicos, há outros locais na cidade que apresentam a mesma falta de adequação, como na antiga estação rodoviária, que mescla moradias e estabelecimentos comerciais.
Os bombeiros fiscalizam todos estes imóveis e orientam seus proprietários para que tomem as medidas necessárias para evitar incêndios, pois pela falta de um conselho referente à prevenção, que apesar de estar previsto em lei estadual, ainda não foi criado, não só em Cornélio Procópio, mas em muitas cidades pelo Paraná e mesmo que haja risco, não há como interditar a corporação interditar o imóvel sem que se faça antes um estudo detalhado do local, que demoraria meses, finalizou o Tenente Hain.