Coação em curso de processo leva a prisão vereador São Jerônimo da Serra e familiares

Na madrugada de quarta-feira (29), policiais militares de Assaí, Rotam e P2 de Cornélio Procópio deram cumprimento a um Mandado de prisão contra o vereador Josias Bueno Ribeiro (foto), da cidade de São Jerônimo da Serra (72 Km de Cornélio Procópio).

A prisão do vereador foi feita a pedido do Ministério Público, sob acusação de "Coação no Curso de um Processo" em andamento.

Ribeiro foi encontrado em sua casa no Distrito de São João do Pinhal e juntamente com ele, foram presas sua esposa, Michele da Silva Alves e a sogra, Ilma da Silva Alves.

Na casa do vereador os policiais também encontraram um revólver Cal 22, além de munições.

Josias B Ribeiro, foi encaminhado para a 33ª Delegacia Regional de Polícia, onde foi apresentado para o delegado Flávio Junqueira, que lavrou o flagrante do referido por posse ilegal de arma de fogo.

O vereador, sua esposa e sogra ficaram presos na Cadeia Pública de São Jerônimo da Serra, á disposição da Justiça.

Segundo o MP, as prisões preventivas, por tempo indeterminado, foram decretadas depois da família do vereador ameaçar a mãe de uma vítima de estupro.

“Há uma ação penal relacionada ao caso de um estupro a vulnerável que envolve o tio da esposa do vereador. A mãe da vítima nos procurou para relatar que estava sofrendo ameaça do abusador. A Justiça decretou a prisão dele, mas esse homem está foragido. Depois disso, a esposa e o vereador passaram a ameaçá-la, além de ofereceram dinheiro para que ela retirasse a medida protetiva”, detalhou o promotor Danillo Paz Leme, responsável pelo caso.

Conforme o MP-PR, após essa oferta a mulher procurou a promotoria. Leme detalha que a família do vereador ofereceu R$ 3 mil para retirar a denúncia, e que esse dinheiro seria pago por intermédio de um advogado.

O advogado Fábio Maximiniano de Souza, responsável pela defesa dos três presos, informou que realiza uma análise dos autos e que pretende pedir a liberdade o mais rápido possível.

Além das prisões, o MP-PR apreendeu documentos na casa do parlamentar e no escritório do advogado envolvido.

O promotor Danillo Paz Leme informou que os três podem responder pelos crimes de coação do curso do processo e falso testemunha sobre a modalidade de compra de testemunhas. (Com informações do Blog do Chaguinhas e G1)