Chefe da família que passou por momentos de terror em assalto em Cornélio Procópio fala ao ANUNCIFÁCIL
O chefe da família assaltada na noite da última quinta feira (27), por elementos fortemente armados e perigosos, na R. Antonio Silveira Brasil, no Jardim Europa, em Cornélio Procópio, cede entrevista a equipe de reportagem do ANUNCIFÁCIL.
Em depoimento, Rogério que passou horas de terror com seus filhos e esposa a mercê de bandidos, inclusive um menor de idade, se diz indignado. Para o chefe da família a situação foi horrível, ver seus filhos sendo ameaçados por uma arma de fogo e não poder fazer nada é uma condição que ninguém deve passar.
Para Rogério os meliantes entraram em sua casa mediante a informações passadas por terceiros, visto a facilidade que os ladrões invadiram a residência, com total conhecimento do local, tanto que para o pai de família, tudo não passava de uma brincadeira no momento, se dando conta da realidade após levar socos na cabeça.
Durante o assalto a maior preocupação era com as crianças, Rogério pedia calma e dizia que eles podiam levar o que quisesse, mas que deixassem a sua família em paz. Um dos ladrões carregou um carro com objetos de valor e saiu, dois bandidos ficaram na casa e esperam a volta do terceiro, que chegou logo tempo depois. Novamente os bandidos lotaram os dois carros da família e imobilizaram Rogério com fitas adesivas.
Os assaltantes a todo momento ameaçavam e avisavam que se a polícia fosse avisada eles iriam voltar. Após a fuga dos meliantes, que levaram objetos de valor, aparelhos eletrônicos, alimentos, materiais de higiene e limpeza e os dois carros, Rogério conseguiu se livrar e entrar em contato com a polícia, que chegou rapidamente ao local, mas o trauma que a família passou ficará por muito tempo.
Segundo Rogério que é funcionário de uma universidade, toda a culpa é do sistema que promove a miséria, que não dá oportunidades aos mais carentes, que são obrigados a tentar qualquer coisa para conseguir dinheiro e são levados por influência de traficantes e chefes do crime organizado. Ele notou que apesar dos assaltantes estarem com máscaras para cobrirem seus rostos e não serem reconhecidos, eles são pessoas simples e até um deles brincou com a sua filha pequena.
Rogério aconselha que em caso de assalto, em momento algum a pessoa deve reagir e sempre manter calma, cedendo no que for possível o pedido dos bandidos e deixar que a polícia resolva a situação posteriormente, investigando e tirando de circulação criminosos como os que assaltaram a casa deste chefe de família de Cornélio Procópio, como estamos acostumados a ver diarimente na cidade. Rogério ainda pede à comunidade que se mobilize cobrando os políticos para que alterem as leis que mais protegem os marginais e invistam mais na segurança pública e educação de qualidade, para que o cidadão comum tenha mais oportunidade.
Redação Anuncifácil
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