Caso do PM envolvido em morte de cão em C. Procópio será arquivado e imagens podem inocentá-lo na Justiça Civil
De acordo com o Capitão Berleze Comandante da 1ª Companhia do 18º Batalhão de Polícia Militar, uma avaliação feita pelo comando da PM paralela ao inquérito instaurando pela Polícia Civil de Cornélio Procópio, onde soldado envolvido em um ataque de cães na manhã de quinta-feira (6), que ao caminhar pela Rua Carlota Gonçalves Arebola, no Jardim Primavera, para se proteger precisou sacar de arma e atirar, vindo a ferir um dos cães, que morreu, este deve ser absolvido de qualquer acusação.
A primeira providência tomada após o ocorrido, que foi muito comentado na cidade, dividindo opiniões, foi avaliar a atribuição de Polícia Militar ou comum na situação, além dos previstos em Lei, que mostrou que soldado não estava de serviço, estando de férias e devido a isto, o mesmo foi encaminhado para a autoridade da Polícia Civil.
Neste caso foi levado em consideração o disparo de arma, onde foi levantado as circunstâncias e todos os detalhes que levaram o abate do animal, sendo instaurando um ato de diligência preliminar investigativa.
Segundo o comandante, foram colhidos o depoimento do acusado e imagens registradas por câmeras de segurança, que mostraram de forma clara e nítida que o policial foi atacado por vários cães que saíram da casa que estava com os portões abertos, sendo o mesmo acuado, havendo iminente perigo contra a sua integridade física, o qual tentou de todas as formas de se desvencilhar dos animais.
As imagens evidenciam de forma ampla que não havia testemunhas ou crianças nos arredores do ocorrido e o policial atirou apenas uma vez de forma precisa, fazendo com que os demais cães se afastassem, porém um deles ficou ferido e infelizmente vindo a morrer, informou o Capitão Berleze.
O Comandante da 1ª Companhia explicou que houve a acusação de maus tratos a animais, mas neste caso não foi avaliada pelos defensores o perigo a vida do ser humano, que é prioridade e independente de qualquer resultado, a Polícia Militar não é omissa e nunca foi, pois a primazia é a busca da verdade, o que ocorreu neste caso.
O Comando da Polícia Militar irá optar pelo arquivamento do caso e irá esperar pelo pronunciamento da Justiça Civil, mas em virtude das imagens colhidas no dia do ocorrido, certamente o soldado será inocentado, não criando maiores problemas em sua carreira, finalizou o Capitão Berleze.