Carro preso em escombros há oito meses é retirado de rua em Curitiba
O carro da dona de casa Célia Regina Dutzel, que estava preso em escombros de um muro no bairro Tingui, em Curitiba, há oito meses, foi retirado na manhã de quinta-feira (1º). O automóvel foi atingido por um muro de uma casa que desmoronou durante uma tempestade em fevereiro deste ano e, desde então, ocupava uma faixa inteira da rua, além de virar um transtorno para os motoristas.
Segundo Tarciane Kredens, que é advogada de Célia, a perícia realizada no local do acidente constatou que o veículo serviu de apoio aos escombos para evitar um novo desmoronamento e que, por isso, ficou tanto tempo sem ser mexido. A perícia apontou ainda, conforme a advogada, que o muro caiu por problemas no sistema de drenagem de um prédio construído nos fundos do terreno da casa.
O resultado da perícia foi aceito pela Justiça, conforme Tarciane. O juiz determinou que a HRC Construtora retirasse os entulhos e reconstruísse o muro. A decisão da Justiça foi "antecipada", segundo o advogado Ricardo Campelo.
Até a manhã desta quinta, o local tinha sido improvisado com um muro de madeira pela dona da casa.
Célia não tinha seguro do veículo e continua pagando as parcelas do financiamento. Ela ainda não recebeu uma indenização pelo prejuízo.
Com o passar do tempo, o veículo foi depredado – teve a lataria pichada e os faróis roubados. Ao G1, Célia informou que uma audiência de conciliação entre ela, a construtora e a dona da casa foi marcada para o dia 9 de novembro.
"Eu estou triste, mas contente ao mesmo tempo por finalmente ter conseguido tirar o carro daqui. Apesar de que agora só tem a carcaça dele", conta a dona de casa. Ela disse ainda que utilizou o carro por cerca de dois anos até a data do incidente e que as parcelas terminam somente em dezembro de 2016.
"Eu levei um prejuízo enorme porque eu fiquei a pé, sem veículo nenhum. E agora vou ter que deixar guardado em uma oficina porque não posso vender e nem fazer nada até sair alguma decisão", lamenta a dona do carro.
"Eu espero que a audiência seja justa. Eu gostaria de uma conciliação para evitar esses transtornos que deram uma parada na minha vida. É um problema que veio e ficou", ressaltou.
O advogado Ricardo Campelo disse, ainda, que "a construtora vai cumprir a decisão de reedificar o muro, e está aguardando a retirada dos entulhos para poder projetar e iniciar os trabalhos necessários". (Redação G1 PR / Foto: Diogo Côrtes da RPC )