Cadela do BOPE se despede de cão amigo com quem treinava e consola treinador, causando comoção nas redes sociais

A história dos cães Skiper e Raika, treinados pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), causou uma baita comoção nas redes sociais no último fim de semana. A imagem que viralizou mostrou a cachorra dando adeus ao companheiro de treinamento, que foi acometido por uma doença e morreu na quarta-feira (26), aos dois anos de idade.

Segundo o tenente Marcelo Henrique Hoiser, subcomandante da Companhia de Operações com Cães do Bope, Skiper sempre foi um animal muito agitado durante o treino e na segunda (24), o instrutor notou que havia algo diferente.

“O cachorro apresentou certa apatia e o condutor dele percebeu aquilo. Ele nos avisou que tínhamos que tomar alguma providência. Então levamos o Skiper ao veterinário, que informou que o cão precisava ser internado imediatamente”, contou ele em entrevista.

 De acordo com o tenente, o cachorro estava com as pupilas pálidas, o que parecia ser uma anemia e hemorragia interna.

“Na terça-feira, saiu o exame de sangue, que estava totalmente alterado. No dia seguinte, o Skiper morreu. Foi muito rápido, o sentimento de perda foi enorme, porque não tivemos nenhum preparo. Não foi como se ele tivesse adoecido aos poucos ou fosse mais velho… Ele só tinha dois anos”, completou.

A causa da morte ainda será apurada, mas a suspeita é de que ele foi vítima de um câncer. O Centro Veterinário da Polícia Militar e o Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) devem concluir o laudo sobre o caso.

O corpo de Skiper foi cremado em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, na sexta-feira (28). Para a última homenagem, os policiais decidiram levar a cachorra Haika, de três anos, para participar da pequena cerimônia. O tenente contou que os dois cães, da raça pastor belga Malinois, treinavam juntos e já tinham criado uma amizade.

“Eles sempre se viam. E a Haika, como já terminou o treinamento é muito obediente e controlada. Ela estava junto com o seu condutor, quando, de repente, ficou de pé próximo do cestinho onde o Skiper estava e colocou a pata em cima. Nós fomos pegos totalmente de surpresa, não foi dado nenhum comando, nem nada, não é comum ela fazer isso”, relatou Hoiser.

Antes de entrar no crematório, a cachorra ainda consolou o instrutor de Skiper, que estava chorando muito no momento.

“Ela ficou de pé perto dele, como se estivesse dando um abraço. É até difícil de acreditar para quem não tem animal de estimação, mas nós registramos tudo”, finalizou.

Algumas imagens do momento foram publicadas na página do Bope no Facebook. (Redação Banda B / Foto: Divulgação/Bope)