Brasil consome 2,3 bilhões de miojos por ano; alimento é levado até por Bolsonaro em viagens

 “Trouxe de novo [macarrão instantâneo ao Japão]. Se você quiser jantar comigo hoje”.

O convite a um repórter da Folha de S. Paulo foi feito por Jair Bolsonaro em Tóquio, confirmando que o presidente tem o costume de levar macarrão instantâneo na bagagem e assim, driblar as comidas que não lhe agradam no exterior.

A revelação, assim como as opiniões políticas que dividem os brasileiros, rachou o país (ou, pelo menos, a internet). De um lado, os amantes do miojo (e de Bolsonaro).

Independentemente dessa briga, a verdade é que o Brasil todo consome e muito, macarrão instantâneo.

Os brasileiros estão em 10º lugar no ranking dos países que mais consomem o produto.

De acordo com a Wina, que é a Associação Mundial do Macarrão Instantâneo (sim, existe uma associação do miojo!), o país consome 2,3 bilhões de porções do produto por ano. Ou seja, cada brasileiro come, em média, 11,6 porções por ano, quase uma vez por mês.

E quais os campeões mundiais no consumo? O país no topo do ranking é a China, com 40,2 bilhões de porções por ano. Em seguida vem a Indonésia (12,5 bilhões), Índia (6 bilhões) e o Japão (5,7 bilhões).

Além do Brasil, não há outros países latino-americanos no ranking dos 10 maiores consumidores. O México é o próximo país da região a aparecer na lista, na 15ª colocação.

“Esperamos que a o macarrão instantâneo se espalhe pela América do Sul em breve”, diz a Wina no seu site.

O sabor de macarrão instantâneo mais vendido no Brasil é o de galinha caipira. “Os brasileiros preferem um forte sabor salgado”, afirma a associação. “Também gostam de uma sopa cremosa e a textura do noodle [macarrão oriental] é semelhante à do macarrão tradicional”.

O miojo foi criado em agosto de 1958, pelo japonês Momofuku Ando, fundador da Nissin Foods, que percebeu a demanda por um alimento de fácil preparação e que fosse barato. Ele estabeleceu cinco princípios para o macarrão instantâneo: ele deve ser gostoso, seguro, prático, durar um longo tempo e ter preço acessível.

Fonte: 6 Minutos