Bandeira do Brasil queimada em protesto no Palácio Iguaçu, em Curitiba gera comoção
A queima da bandeira do Brasil hasteada no Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, gerou comoção. O símbolo nacional foi destruído em protesto na noite de segunda-feira (1) no bairro Centro Cívico contra o racismo e o presidente Jair Bolsonaro.
O vandalismo ocorreu após protesto pacífico na Praça Santos Andrade, no Centro, contra o racismo e o governo do presidente Jair Bolsonaro. Ao se deslocar para o Centro Cívico, a manifestação virou confusão, com fachadas de prédios públicos, comércio e shopping apedrejados. Um policial ficou ferido e oito pessoas foram presas.
O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, se manifestou em sua conta pessoal no Facebook. “A Bandeira Nacional somos todos nós, qualquer seja nossa convicção, na sonhada Democracia plena, feita a muitas mãos, como se vê na tela de Pedro Bruno, pintada em 1919, conservada no Museu da República. Democratas repudiamos provocadores de sinistra ruptura institucional. É tudo que não precisamos em momento de Pandemia. Precisamos de harmonia, nesta hora grave, de luta pela Saúde e pela Vida, pois #TodasAsVidasImportam”, disse.
A troca da no Palácio Iguaçu também gerou prejuízo ao cofre público de R$ 1,7 mil. O maior símbolo da pátria ficou totalmente destruído e precisou ser substituído logo cedo na manhã de terça-feira (2). Ainda de manhã, os restos da bandeira queimada estava no chão em frente ao palácio.
Segundo o governo estadual existe um contrato de prestação de serviços anual com uma empresa, por meio do Pregão Eletrônico 521/19, que fornece as bandeiras do Brasil e do Paraná que são hasteadas na frente do Palácio Iguaçu. O contrato prevê o fornecimento de 12 bandeiras do Brasil e outras 12 do Paraná por ano, ao custo unitário de R$ 1.750,00.
As bandeiras medem 6,30 m por 9 m e são confeccionadas em nylon, com reforço para suportar as condições do clima como sol, chuva e vento. (Tribuna Paraná)
