Atletas procopenses do Boxe vão a Brasília (DF) em buscas de medalhas e precisam de apoio
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Redação Anuncifácil
Em tempos de espírito olímpico nacional, a ACADEMIA PRÓ-ESPORTES, do professor Eduardo dos Santos, o “Dú do Boxe”, localizada no Bairro Vitória Régia, Em Cornélio Procópio, terá quatro atletas que representarão a cidade e o Estado em uma competição de Boxe em Brasília no mês de julho.
ACADÊMIA PRÓ ESPORTES tem grandes chances de medalhas conforme informou o professor Eduardo, com atletas em condições de integrar a seleção brasileira.
Dú do Boxe vem de uma tradicional família de boxeadores e comanda uma academia com 83 alunos. Sem recurso nenhum, a PRÓ-ESPORTES não cobra nada dos alunos, que tem aulas e equipamento de graça, contando apenas com o apoio de alguns comerciantes e amigos que ajudam. A academia nem possui um vestiário e o banheiro existente no local está desativado há anos, sendo impossível utilizá-lo.
O objetivo segundo o professor Eduardo, é tirar os jovens das ruas, promovendo o esporte para que eles tenham uma atividade e com isso uma oportunidade na vida.
Quanto à competição em julho, a equipe precisa de patrocínio. A Confederação Brasileira de Boxe arca com a hospedagem e alimentação dos atletas, mas eles não têm o dinheiro para as passagens para ir até a capital federal.
Enquanto isso, Dú do Boxe sonha em ampliar a academia, colocando inclusive artes marciais, como judô, Karatê que são esportes olímpicos e Jui-Jitisu, além de uma estrutura maior, com dois banheiros separados para meninos e meninas, vestiário, armários, mais espaço e maior número de equipamento, para isso ele necessita do apoio das entidades esportivas de Cornélio Procópio e a ajuda de empresários que poderiam doar os materiais para ampliação.
A pessoa ou empresa que se interessar em ajudar, favor entrar em contato com o professor Eduardo através do telefone (43) 9693.7195, ou pelo site Anuncifácil.
ACADEMIA PRÓ-ESPORTES esta aberta para toda a comunidade e quem deseja fazer uma visita e conhecer as instalações, ela esta localizada na Rua Presidente Costa e Silva, nº 584, ao Lado do escritório do INSS no Bairro Vitória Régia.
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O Boxe, chamado de nobre arte, embora a serviço da paz, é um esporte que pode ser entendido como uma dramatização da guerra e isto se revela na sua própria linguagem.
No futebol há o “ataque”, a “defesa”, o “artilheiro” e o “capitão”, num claro deslocamento do vocabulário bélico para uma experiência que revive as emoções do campo de batalha.
Com o boxe não é diferente, mas, por ser uma luta, ela atualiza de forma sutil o combate corpo a corpo: em vez de buscar a destruição do inimigo, procura a vitória sobre o adversário. O combate no boxe nada tem a ver com descontrole e brutalidade. É, antes, o momento de exibir a técnica e o domínio do gesto dos pugilistas.
Esta modalidade esportiva parece ser ao mesmo tempo evolução e metáfora das lutas sangrentas que na Antiguidade, e mesmo na Idade Média, não poupavam os contendores, terminando frequentemente com o dilaceramento corporal dos oponentes e mesmo na morte de um deles. Mas nossa tolerância à violência diminuiu na medida do processo civilizador. Um esporte aparentemente tão violento quanto o boxe é hoje muito mais apaziguador do que as lutas do passado ou fenômenos sociais, como as brigas de rua, que dramatiza. As regras a serem observadas pelos pugilistas no ringue são muito bem definidas.
A complexidade e as emoções do boxe encantaram e continuam encantando inúmeros espectadores. Na literatura contemporânea mundial, encontra-se o pugilismo como um personagem da paisagem urbana, do imaginário popular, dos tempos das transmissões radiofônicas das lutas em países europeus, nos Estados Unidos, no Ginásio do Ibirapuera ou no Pacaembu, em São Paulo.
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Não é possível falar de boxe sem mencionar a enorme presença desse esporte no cinema. O ótimo “Touro indomável” (Ranging Bull, 1980), dirigido por Martin Scorsese, um dos grandes cronistas da decadência americana, narra a história de Jake La Motta, filho de uma família de imigrantes italianos, interpretado por Robert de Niro. Dois documentários muito importantes são “Quando éramos reis”, de Leon Gast (2002), sobre a memorável luta entre Muhammad Ali e George Foreman em Kinshasa, capital do Zaire (hoje novamente Congo), em 1974, e “Quebrando a Cara” (1986), de Ugo Giorgetti, sobre o lendário Éder Jofre.
(Fonte: “A Nobre Arte do Soco” de Alexandre Fernando Vaz – Revista da História)
Veja a disputa do mundial de 1960 onde Éder Jofre foi Campeão pela primeira vez:






