Após fuga, policial desabafa sobre falta de segurança na delegacia de Cambé

Redação Anuncifácil

 

O depoimento de um policial civil rendido pelos presos durante a fuga em massa da delegacia de Cambé (16 km de Londrina) mostra a indignação da categoria em fazer a guarda de presos em situação de segurança precária. O Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol) classifica a situação da carceragem como um barril de pólvora que explodiu e cobra providências do governo do Estado.

Na terça-feira (4), 64 presos escaparam da delegacia de Cambé após renderem o agente carcerário que servia alimentação. O policial civil Samuel Rolin, que estava de plantão, foi ajudá-lo e também acabou se tornando um refém dos detentos. Os profissionais foram obrigados a abrir a porta principal da carceragem, deixando o caminho livre para a fuga.

O delegado de Cambé, Jorge Barbosa, acredita que há a possibilidade de falha humana, pois os agentes não poderiam entrar no recinto do presos sozinhos. Samuel Rolin, em entrevista coletiva, mostrou sua revolta com o sistema carcerário e criticou a falta de preocupação com os profissionais por parte da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

"A Secretaria de Segurança do Paraná exige que a Polícia Militar venha. Sabe quem tinha aqui? Dois, um policial e um agente. Corremos um risco constante nessa delegacia, assim como todos os colegas dos distritos. Cadê os investigadores, os escrivães? Muitos estão mortos. Já morreram em Curitiba, Foz do Iguaçu e Maringá. E Londrina? Londrina está esquecida, gente", desabafou. (Redação O Diário)

 

Assista ao vídeo com o desabafo do policial civil: