Alerta: confirmado 7º caso da febre chikungunya no Estado - Caso mais recente foi em Londrina

A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) confirmou na terça-feira (13) o sétimo caso importado de febre chikungunya diagnosticado no Paraná. O caso mais recente é de uma moradora de Londrina, que apresentou sintomas da doença em novembro de 2014 após retornar de uma viagem ao Caribe, região que registra um grande número de casos. Com a notificação do sétimo caso importado no estado, a Sesa alerta para o risco da introdução da doença no Paraná.

Segundo Ricardo de Oliveira, enfermeiro do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) da 17ª Regional de Saúde, a febre chikungunya é transmitida por meio da picada de mosquitos infectados do Aedes albopictus e do Aedes aegypti, o mesmo da dengue. O trabalho de prevenção é realizado com ações de bloqueio nas proximidades das residências dos pacientes infectados. “É feito um monitoramento na região, verificando possíveis focos dos mosquitos. Isso é feito para evitar que os mosquitos adquiram o vírus e transmitam a doença para outras pessoas, buscando assim eliminar a proliferação”, diz Ricardo de Oliveira.

A Sesa informou que o chikungunya circula em diversos países da América do Sul e da América Central, e também em quatro estados brasileiros: Amapá, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com o Paraná. Como os casos registrados até agora foram importados, não há registro da circulação deste vírus no estado, de acordo com a Sesa.

O enfermeiro explica que a febre chikungunya é uma doença com sintomas parecidos com o da dengue. “Ela não tem a mesma letalidade, mas causa uma maior morbidade, principalmente com relação as dores articulares, que estão presente em mais de 70% dos casos registrados da doença”, explica.

A orientação do Cievs é que as pessoas procurem as unidades de saúde perante os primeiros sintomas, como febre, dores nas articulações e dores musculares. “É importante que a pessoa procure a unidade de saúde logo nestes primeiros sinais da doença para que seja feito um monitoramento na região onde ela mora, evitando assim qualquer proliferação do vírus”, orienta o enfermeiro Ricardo de Oliveira.

Dengue

O governo estadual confirmou 518 casos de dengue no estado, de agosto de 2014 até  terça-feira (13). No mesmo período, nenhuma morte foi registrada em decorrência da doença. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, houve redução de 18% no número de casos confirmados, segundo a Sesa. Em 2013, duas pessoas morreram vítimas da dengue. (Redação G1 PR)