A PÁSCOA E SEUS VERDADEIROS SIGNIFICADOS
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Redação Anuncifácil
A páscoa, originalmente é a comemoração da libertação e saída do povo de Israel do Egito, guiados por Moisés, depois de seu cativeiro, que durou cerca de quatrocentos anos, desde a chegada da família de Jacó (as doze tribos de Israel), trazida por José, seu amado filho e governador do Egito na época.
Centenas de anos depois, entre os anos de 30 e 33 d.C. (os dados não são precisos), um jovem “pregador’”, chamado Jesus de Nazaré, que ensinava uma doutrina contrária aos ensinamentos ortodoxos judeus, trazia uma “boa nova”: o ensinamento que o amor era à base de tudo e que Deus, não era um ser vingativo, como ensinavam os doutores Lei Hebraica da época, e pior, ele se apresentava como o “Filho de Deus”.
Para o povo judeu, o filho de Deus, o Cristo, que estava por vir, seria um rei divino da guerra, que libertaria o povo das mãos dos romanos e não um simples filho de carpinteiro. Por confrontar esses ensinamentos, o nazareno foi condenado à pior das mortes, o crucificamento, uma sentença dada pelos romanos para os piores condenados, a pedido dos próprios administradores da ordem do governo judeu. Cristo foi morto na tarde de sexta feira, sepultado antes do por do sol e no domingo ressurgiu dos mortos, como fora dito em sua própria profecia e logo depois retornou para seu pai.
Jesus por coincidência ou não, foi morto durante as festividades da páscoa judaica, que naquele ano caiu em um final de semana. Segundo a tradição do povo hebreu, a Páscoa ocorria no dia 14 de Nissam (primeiro mês no calendário judaico festivo, que se inicia com a primeira Lua nova, época da cevada – início da primavera no hemisfério norte).
Seu legado foi seguido por muitos, durante os anos que se seguiram e no sec.IV, depois de muita perseguição, o cristianismo foi aceito como religião pelo Imperador romano Constantino e logo depois como religião oficial do estado, pelo imperador Teodósio I.
Durante este período foram realizadas várias reuniões com diferentes ideologias sobre o tema “cristianismo”, entre eles, o “Concílio de Nicéia” e o “Concílio de Éfeso”, onde temas mais controversos foram debatidos. Nestes conselhos foram instaurados os primeiros “dogmas” católicos, entre eles a data de comemoração da Páscoa cristã, ou seja, diferente dos judeus a páscoa se tornou a ressurreição de Cristo, data comemorada segundo o costume da Idade Média e da Europa, no primeiro domingo após a primeira Lua cheia da Primavera (no Hemisfério Sul, Outono). A data ocorre entre os dias 22 de Março e 25 de Abril.
A Páscoa se tornou a principal e a mais importante festa todos os cristãos, sejam eles católicos ou evangélicos e passou de festa da libertação (em hebraico Pessach, significando passagem) para a celebração da ressurreição de Jesus Cristo (vitória sobre a morte).
No decorrer dos anos, foram adicionada a páscoa, outras simbologias pagãs, como o costume dos persas, germânicos, romanos entre outros, em darem de presente ovos decorados com pinturas, decorrente da chegada da primavera depois de longos invernos. No século XVIII, confeiteiros franceses tiveram a idéia de fazer os ovos com chocolate que era considerado sagrado e essa cultura foi difundida pelos quatro cantos do mundo.
Na antiga cultura egípcia, o coelho significava o nascimento e a nova vida, para outros povos ele também significava a Lua e pelo fato da páscoa ser comemorada durante a Lua cheia, este deve também ser o motivo de seu surgimento, além do significado de fertilidade.
Por tudo isso a Páscoa é hoje como a conhecemos, uma festa não muito compatível com a sua verdadeira razão e está mais associada ao consumo capitalista e a superstições pagãs, muito longe do seu real significado que é a libertação e a vitória sobre o sofrimento, o triunfo sobre o inimigo que maltrata o ser humano e que tenta calar aqueles que defendem amor e respeito para com o próximo.
A Páscoa deve ser sim comemorada e lembrada como uma data onde grandes milagres foram realizados por Deus e que marcaram a história da humanidade, transformando o mundo em um lugar onde a religiosidade ocupa um lugar de destaque em toda uma sociedade evoluída e justa.
Enio Trevizani

