16 pessoas são baleadas e 09 assassinadas, entre elas um policial militar, em noite de violência na região de Londrina

Nove pessoas foram assassinadas na Região de Londrina, na noite de sexta-feira (29), segundo o Instituto Médico-Legal (IML).

Um policial, de 33 anos, foi baleado na Zona Norte da cidade por volta das 20h de sexta-feira (29) e não resistiu. Os outros nove assassinatos foram registrados após esse horário, mas a polícia não fala sobre ligação entre as mortes.

O PM morto foi identificado como Cristiano Luiz Botino, 33 anos. Ele foi baleado nas proximidades do Lago Norte, no Conjunto Milton Gavetti. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital da Zona Norte, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

Os outros assassinatos aconteceram em diversos pontos de todas as regiões da cidade. As vítimas foram baleadas em bairros como o jardim Califórnia, Eucaliptos e Interlagos, na zona leste, João Turquino e Bandeirantes, na região oeste, e São Lourenço, na região sul.

Além dos mortos, os hospitais e unidades de saúde da cidade registraram ainda a entrada de pelo menos 16 pessoas baleadas. Destes, pelo menos dois estão em estado grave.

As circunstâncias das mortes não foram divulgadas pela polícia, que informou que apenas a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), se pronunciaria sobre os incidentes.

Em nota divulgada no fim da manhã de sábado (30), a Sesp emitiu uma nota informando que equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), foram deslocadas para reforçar a investigação em Londrina.

Desde domingo, uma série de ataques a policiais vem sendo registrada no estado. Em Londrina, na segunda-feira (25), um soldado foi internado após ser baleado em frente a uma farmácia. No mesmo dia, um policial militar ficou ferido após ser atingido por disparos de arma de fogo em Pato Bragado, na região oeste. Conforme a PM, o agente recebeu quatro tiros ao se aproximar de um veículo suspeito.

No dia 19 de janeiro, dois policiais militares foram mortos em Curitiba e em Colombo, na Região Metropolitana da capital. Os crimes aconteceram com apenas cinco minutos de diferença. Nenhum dos policiais estava em serviço.

Trechos de áudios divulgados pela Associação de Praças de Estado do Paraná (Apra), indicam que policiais militares afirmam que a Central de Operações Policiais Militares (Copom), emitiu um alerta sobre uma ação de criminosos, que teria como alvo policiais.

"Nós sabemos sim que existe alguma coisa muito errada acontecendo e queremos que as autoridades tomem sim providências porque o policial militar também tem que ser protegido pelo estado, porque para ele dar segurança ele tem que ter segurança", afirmou à época o presidente da Apra, Fontana Neto.

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná informou que os homicídios estão sendo apurados por unidades especializadas. Informou também que não há indicativo de atuação do crime organizado nas ocorrências. (Redação G1 PR, com informações adicionais do Portal Bonde)