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    » Cresce o índice de mortalidade infantil no Estado e Cornélio Procópio fica em primeiro lugar



    Redação Anuncifácil

     

    Nove das 22 regionais de saúde do Paraná apresentaram crescimento no número de mortes de crianças em 2017 na comparação com o ano anterior.

    A 18ª Regional de Saúde, cuja sede é em Cornélio Procópio, é a primeira do Estado no ranking da mortalidade infantil, com um CMI (Coeficiente de Mortalidade Infantil) de 14,1.

    O índice é calculado a partir da divisão do número de óbitos de crianças menores de um ano a cada mil nascidos vivos. A mortalidade infantil também cresceu nas Regionais de Saúde de Londrina, Apucarana, Campo Mourão, Cianorte, Francisco Beltrão, Maringá, Ponta Grossa e Toledo.

    De acordo com Fátima Tomimatsu, gerente da Vigilância Epidemiológica de Londrina, o avanço da mortalidade infantil pode ser atribuído a diversas causas. "São vários fatores. Grande parte dos óbitos ocorre nos primeiros 28 dias da criança. Temos uma discussão apurada quando se fala em causas evitáveis e não evitáveis. Procuramos discutir detalhadamente para saber o que deve ser evitado para que esse cenário não se repita", declara.

    A Secretaria de Saúde aponta que o desafio do Estado é alcançar números de mortalidade infantil de apenas um dígito, o que já foi obtido nas Regionais de Jacarezinho, Irati, Telêmaco Borba, Região Metropolitana de Curitiba, Cascavel, União da Vitória, Paranaguá e Paranavaí. A regional com a menor taxa de mortalidade infantil do Estado é a 22ª, com sede em Ivaiporã (Centro), com índice de 5,8.

    Os resultados da Regional de Ivaiporã com todos os pontos de atenção primária e hospitalar mostrou que é possível reduzir a mortalidade infantil.

    No Estado, a taxa recuou 15% em comparação com 2016. A redução do CMI é resultado de um trabalho conjunto do Estado com os municípios e organizações não governamentais.

    Um caminho para a redução dos óbitos é aprimorar os serviços de atenção primária e que cuidam da mulher no pós-operatório.

    Uma pesquisa publicada em 22 de maio pela revista internacional "Plos Medicine" analisou, por meio de dados estatísticos, os impactos da crise econômica brasileira na saúde de crianças. Conforme o estudo, que englobou pesquisadores brasileiros e ingleses, caso as medidas de austeridade fiscal adotadas em 2015 pelo governo federal para conter a crise permaneçam, o País pode ter até 20 mil mortes infantis a mais até 2030.

    O crescimento da mortalidade de crianças estaria relacionado ao corte de verbas em programas sociais como o ESF (Estratégia de Saúde da Família) e o Bolsa Família. A pesquisa analisou todos os 5.507 municípios do Brasil para a temporada de 2017 a 2030.

    As conclusões do estudo garantem que "a implementação de medidas de austeridade fiscal no Brasil pode ser responsável por uma morbidade e mortalidade substancialmente maiores na infância do que o esperado sob a manutenção da proteção social - ameaçando atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável para a saúde infantil e reduzindo a desigualdade". (Reportagem de Isabela Fleischmann, para a Folha de Londrina)


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