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    » Ex-executivo diz que empresas pagaram propina a dirigentes da CBF, entre elas a Globo, que nega



    Redação Anuncifácil

     

    O julgamento de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, em um tribunal no Brooklyn, em Nova York, teve um desdobramento importante nesta terça-feira: além de cartolas como Marin e o atual presidente da confederação, Marco Polo Del Nero, agora grupos de mídia, como a TV Globo, a Televisa, do México, e a Fox Sports dos EUA também foram acusados de receber propina.

    O delator é o argentino Alejandro Burzaco, ex-executivo da empresa Torneos y Competencias, que fazia a mediação entre as competições e as redes interessadas em sua transmissão.

    Burzaco falou por mais de três horas no tribunal americano e confessou os crimes de lavagem de dinheiro, fraude e conspiração. Ele citou nominalmente Marin, Juan Manuel Napout, ex-presidente da Conmebol e da federação paraguaia, e Manuel Burga, que comandava a federação peruana. Marin teria recebido propina entre 2012 e 2015, quando deixou a CBF.

    Em outro momento do depoimento, disse também que a Torneos y Competencias teria pagado propina a Ricardo Teixeira, presidente da entidade entre 1989 e 2012. O ex-dirigente teria recebido US$ 600 mil (cerca de R$ 2 milhões) por ano entre 2006 e 2012, em contas bancárias indicadas por ele mesmo ou por seu secretário, Alexandre Teixeira.

    Burzaco também citou pelo nome grupos de comunicação de diversos países, quando o promotor lhe perguntou se o pagamento de propinas a dirigentes em busca dos direitos de transmissão era realizado em parceria com elas:

    - Várias. Fox Sports, dos Estados Unidos, Televisa, do México, Media Pro, da Espanha, TV Globo, do Brasil - disse ele, que também disse ter-se associado a companhias com atuação no mesmo ramo de negócios que a Torneos y Competencias, como a brasileira Traffic e a argentina Full Play.

    No entanto, quando o promotor perguntou se as empresas eram informadas de que parte do valor pago era destinado a subornar dirigentes, ele mencionou apenas a Fox Panamerican Sports - que compraria mais tarde uma grande parte da Torneos e Competencias. A TV Globo emitiu um comunicado (ao lado) defendendo-se das acusações de Burzaco.

    A maior ênfase do ex-executivo - que foi demitido da Torneos y Competencias poucos dias depois da prisão de vários dirigentes, inclusive Marin, em Zurique, na Suíça, em maio de 2015 e se entregou às autoridades americanas no mês seguinte - foi no pagamento de propina a dirigentes sul-americanos, entre os anos de 2006 e 2015.

    - (Pagamos) para todos. Presidentes, integrantes do comitê executivo, vice-presidentes, secretário-geral, presidentes de federações nacionais. Todos.

     

    GRUPO GLOBO NEGA

    “Sobre depoimento ocorrido em Nova York, no julgamento do caso Fifa pela Justiça dos Estados Unidos, o Grupo Globo afirma veementemente que não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina. Esclarece que após mais de dois anos de investigação não é parte nos processos que correm na justiça americana. Em suas amplas investigações internas, apurou que jamais realizou pagamentos que não os previstos nos contratos. Por outro lado, o Grupo Globo se colocará plenamente à disposição das autoridades americanas para que tudo seja esclarecido. Para a Globo, isso é uma questão de honra. Não seria diferente, mas é fundamental garantir aos leitores, ouvintes e espectadores do Grupo Globo de que o noticiário a respeito será divulgado com a transparência que o jornalismo exige." (Redação e foto Jornal O Globo)


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