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    » Outubro: Mês das Missões e do Rosário



    Redação Anuncifácil

     

    O mês de outubro, além de ser o mês das Missões, por orientação do Papa Leão XIII, é também conhecido como mês do Rosário.

    A recitação do Rosário é uma prática muito antiga entre os católicos. Nasceu por volta do século XII, entre os monges que não sabiam ler, para substituir a Liturgia das Horas. Em vez dos salmos, eles recitavam as Ave-Marias. No século XIV, um tal de Henrique Kalkar dividiu as cento e cinquenta Ave-Marias em 15 dezenas, inserindo entre elas um Pai-Nosso. Nesta mesma época, São Domingos de Gusmão e os dominicanos, com suas pregações, divulgaram entre o povo esta oração que até então era uma prática exclusiva dos monges. A meditação de passagens da vida de Jesus enquanto se rezam as Ave-Marias aparece no século XV.

    Muitos Papas também contribuíram para divulgação e popularidade da recitação do Rosário. O primeiro foi São Pio V que antes de assumir o Pontificado tinha sido discípulo de São Domingos de Gusmão. Conta à história que os turcos, seguidores da religião de Maomé, estavam para invadir a Europa e dizimar os cristãos. Travou-se então uma batalha em que o exército cristão era muito reduzido. A vitória dos muçulmanos era dada como certa. Pio V, diante deste perigo, convocou os fiéis de Roma para rezarem o Rosário. O povo atendeu o chamado e os cristãos venceram a poderosa esquadra dos seguidores de Maomé. O acontecimento foi interpretado como milagre, alcançado por meio da reza do Rosário. Pio V determinou então que neste dia, 07 de outubro, nossa Senhora fosse comemorada na Liturgia. Seu sucessor o Papa Gregório XIII, inseriu a celebração no calendário litúrgico, instituindo a Festa de Nossa Senhora do Rosário. A partir de então o Rosário se tornou uma forma universal de oração. Devoção Mariana e Rosário passaram a se confundir. Uma encontrava no outro a sua expressão orante mais simples e mais rica.

    Após o Concílio Vaticano II, que devolveu a centralidade do culto para Cristo, a devoção a Nossa Senhora sofreu uma espécie de arrefecimento. Com isso, a prática do Rosário também passou por uma certa crise. No entanto, os Papas não deixaram de exortar os fiéis para tão importante devoção. Paulo VI, na Encíclica Marialis Cultus, lembrou que o Rosário foi chamado “compêndio de todo o Evangelho”. Por isso, em continuidade de entendimento com seus predecessores recomendou vivamente a recitação do Rosário em família (MC 52). São João Paulo II escreveu uma Carta Apostólica sobre o Rosário. Iniciou seu texto com esta afirmação: “O Rosário da Virgem Maria que ao sopro do Espírito de Deus se foi formando gradualmente no segundo Milênio, é oração amada por numerosos santos e estimulada pelo Magistério. Na sua simplicidade e profundidade, permanece, mesmo no terceiro Milênio recém-iniciado, uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade” (RV 1). O Papa Bento XVI se pronunciou diversas vezes sobre a importância da recitação do Rosário. Seu pensamento pode ser assim resumido: “O santo Rosário não é uma prática do passado como oração de outros tempos, que se deve pensar com nostalgia. Pelo contrário, o Rosário esta vivendo uma nova primavera. No mundo atual, tão dispersivo, esta oração ajuda a colocar

    Cristo no centro, como fazia Nossa Senhora que meditava interiormente tudo o que se dizia do seu Filho e o que ele fazia e dizia”. O Papa o Papa Francisco é também um grande devoto de Nossa Senhora e propagador da recitação do Rosário. São suas estas palavras: “Esta simples oração, na verdade, ajuda-nos a contemplar tudo o que Deus em seu amor fez por nós e pela nossa salvação, e faz-nos perceber que nossa vida está unida à vida de Cristo. Rezando o Rosário, nós levamos tudo a Deus: os cansaços, as feridas, os medos, mas também as alegrias, os dons, os entes queridos, tudo a Deus”. Termina sua mensagem insistindo na oração frequente do Rosário: “Usem frequentemente este instrumento poderoso que é a oração do Rosário, porque traz paz aos corações, às famílias, à Igreja e ao mundo”.

    Com toda esta orientação dos Sumos Pontífices e de muitos bispos, o Rosário voltou à sua popularidade. Aqui no Brasil, o “Terço dos Homens” tem sido a maior expressão deste resgate. Todos os anos o “Terço dos Homens” promove uma Romaria à Aparecida. Neste ano de 2017, participaram 70 mil homens.

    Que o mês de outubro, mês do Rosário, nos oportunize atender a orientação de São João Paulo II: “Queridos irmãos, queridas irmãs! Uma oração tão fácil e ao mesmo tempo tão rica merece verdadeiramente ser redescoberta de novo pela comunidade cristã”.

     


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